O diálogo durante a Guerra da Intolerância

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POSTADO PELO GIBRA NO DIA 23/11/2017 ás 10:11

Essa Estranha Sensação de Família estreia na sexta

por Letícia Damasceno

EESF_thiagobritto_10foto: Thiago Brito

Na próxima sexta (24/11), estreia no Museu Ferroviário a peça Essa Estranha Sensação de Família. A peça teatral traz para o palco as dificuldades na comunicação inter-humana, especialmente nas relações familiares. Por que você nunca diz aquilo que gostaria de dizer? Esta é uma das perguntas que mais se escuta durante a peça, com o intuito de despertar tanto no público, quanto nos próprios criadores, a suas próprias indagações: O que aconteceria se eu dissesse tudo o que penso?

A peça nasceu do encontro dos artistas Rodrigo Coelho, Carol Tagliati, Vívian Hauck, Zezinho Mancini, Angélica Joppert e Thiago Andrade. Em 2016, fizeram estudos sobre os textos teatrais contemporâneos, entre eles o texto “Cachorro frio”, dos dramaturgos belo-horizontinos Vinícius Souza e Assis Benevenuto. Com o patrocínio da Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Funalfa e da Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura, iniciaram um profundo estudo desse texto e encontraram nas relações familiares a possibilidade de um campo a ser explorado.

O diretor e dramaturgo Diogo Liberano, convidado em agosto para conduzir o processo de criação do espetáculo, dando continuidade ao trabalho já iniciado, afirma que a peça gira em torno da mesma temática dos autores de Belo Horizonte. “Temas familiares que levem as pessoas a conversar, porque o fato de nós, seres humanos, não conversarmos, nos machuca, nos adoece”, relata Diogo.

fotoestranha1foto: Thiago Brito

A sala do Museu Ferroviário se tornará um espaço ficcional de uma sala de estar, onde os seis atores, em contato direto com o público, vão interpretar situações de contextos familiares: a presença da morte, do sonho, das memórias, da infância e da idade adulta, da velhice e da doença, mas, sobretudo, um esforço capaz de transformar a dificuldade de se comunicar no meio familiar como algo, que eles acreditam, ser positivo e necessário.

O intuito da peça não é definir verdades sobre como é ou devem ser as relações familiares, mas sim trazer reflexões sobre o assunto. Isso é o papel do teatro. Durante o fazer teatral, os artistas identificaram que ele é um universo de possibilidade para tudo aquilo que a vida ainda não conseguiu se tornar, definindo-o como algo capaz de transformar.

De acordo com o ator Rodrigo Coelho, a possibilidade de dar corpo a mães, pais, avós e irmãos meus ou de qualquer outra pessoa é um convite para entrar e ser inundado pelo jogo. É também uma indicação de como encontrar a cura para aquilo que nos sufoca e nos prende, mesmo que a decisão dessa prisão muitas vezes seja apenas nossa.

fotoestranha2foto: Thiago Brito

O grupo se apresenta até domingo, 26, sempre às 21h no Museu Ferroviário de Juiz de Fora, localizado na Avenida Brasil, número 2001, no centro. Uma sessão extra acontecerá dia 26, às 18 horas. É uma peça destinada ao público maior de 16 anos e os ingressos estão R$50 reais a inteira, R$25 reais a meia-entrada e também o promocional online.

Após cada apresentação, diretor e elenco realizarão uma roda de conversa com o público que estiver presente e quiser participar. No site www.essaestranha.com/ , há um espaço destinado à escrita de depoimentos sobre o encontro com a peça.

Vale muito a pena assistir! #ogibraindica

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POSTADO PELO GIBRA NO DIA 16/11/2017 ás 10:11

Gutti Mendes

Gutti Mendes é músico, cantor, compositor, produtor musical e recreador infantil. Começou cedo sua carreira profissional em Juiz de Fora aos 15 anos na banda “The Quarrymen” em 1991.
Atuou como guitarrista da banda “Boa Pergunta” e trabalhou como recreador musical entre 98 a 2002.

fotosdvd (5)foto: Diego Sá

Desde 2003 veste a camisa do Lúdica Música! e com o grupo participou de muitos projetos, produções, espetáculos especiais, programas de tv, oficinas, viagens nacionais e internacionais, 3 discos e 2 dvds. Com o grupo acaba de lançar a coletânea dupla de “originais” “#Lúdica26” e finaliza o mais recente trabalho audiovisual “Originais – Ao Vivo” com lançamento previsto 2018.
Com 26 anos de carreira Gutti Mendes também compõe parte do repertório da banda infantil “Abracadabra” e recentemente foi convidado para fazer a trilha sonora do curta “Águas de Leonora” da fotógrafa e cineasta Gal Oliveira junto das parceiras lúdicas Rosana Britto e Isabella Ladeira.

Saca um clipe do Lúdica com o Gutti aí… já já teremos um bate papo com ele aqui.

O Gibra: Como tem sido pra você a aventura de viver de música?

Gutti: Um eterno aprendizado. Embora a gente esbarre as vezes nas mesmas cenas, o caminho das estórias sempre segue em outras direções. Acho que o mais legal de viver da música é sempre conhecer pessoas e lugares o tempo inteiro. Tocar com músicos e dividir a música com eles, apreendendo o tempero de cada um.  A gente sobrevive do nosso trabalho mesmo sem o glamour que envolve a vida do artista, como qualquer outro indivíduo e no Brasil isso é difícil de ser compreendido e aceito pelas pessoas que não vivem do nosso ofício. Não é normal no nosso país os pais incentivarem seus filhos a ingressarem numa carreira artística como em outros países. Isso é uma grande dificuldade que eu vejo no dia a dia, mas as experiências que a música me traz, as pessoas que eu conheci, as obras que ajudei a construir, isso é impagável!

O Gibra: Música autoral ou cover?

Gutti: Costumo dizer que uma boa banda cover é extremamente importante na formação de um bom músico de palco.  Minha primeira banda (The Quarrymen) foi cover dos Beatles. A gente tirava tudo igual ouvindo no disco de vinil e isso era um grande exercício de paciência e percepção musical. Não tínhamos sites para consultas! Pode acreditar que não é fácil abrir voz e executar uma linha de baixo do Paul McCartney! O que eu mais aprendi fazendo cover foi ganhar casca como músico. No começo da carreira é mais fácil tocar nos lugares fazendo cover. O Lúdica Música! não faz cover e faz muitas releituras diferentes de músicas conhecidas. Temos vários tributos e é super divertido. Mas com certeza pra mim o maior barato é conseguir fazer uma boa música e ver a galera cantando nos shows! Esse sim é o verdadeiro resultado da originalidade construída ao longo da carreira.

O Gibra: Qual a sua opinião em relação a música em Juiz de Fora? O que você acha que está no caminho certo e o que você acha que falta?

Gutti: Acho que nossa terra não deve nada pra nenhuma. Somos realmente muito acima da média desde sempre. Não preciso enumerar a quantidade de grandes compositores que temos aqui. Temos uma lei de incentivo que é vital pra produção cultural da cidade e isso já é uma grande coisa. O grande problema que não é só daqui é que a cultura é  vista pelos nossos governantes como um bem “supérfluo”. As verbas são mínimas e produzir bons eventos demanda muita disposição e desprendimento dos produtores e artistas. Isso é um grande dificultador que o público não quer e nem tem que saber.  Também sinto falta de uma rádio em JF disposta a fazer uma grande programação diária com nossos artistas. As músicas têm que ser tocadas pra ficarem conhecidas e furarem. Dependemos muito da amizade com os programadores pra isso acontecer… De que adianta gravar um disco de inéditas e ele ficar parado? Produzimos uma coletânea com 6 artistas da cidade através da Lei Murilo Mendes que toca muito pouco….Tem muitos outros bons discos na cidade que não têm espaço pra circular.

O Gibra: Viajando para tocar mundo afora, qual sua percepção em relação às diferenças do mercado da música no Brasil e fora daqui?

Gutti: Acho que em qualquer lugar os problemas são os mesmos. Uns em maiores proporções que outros. Estamos vivendo uma era superficial muito profunda. As pessoas parecem estar com preguiça de aprofundar mais nas coisas. Tá tudo muito “pronto” para o consumo, sem identidade. Parece que o cérebro do adolescente de hoje virou um aplicativo de smartfone. Mas também desde que inventaram o “Jabá” as manifestações artísticas foram empobrecendo. Enquanto tiver só dinheiro envolvido estamos a mercê de um produto pobre vendido dentro de uma embalagem “baranga”. Digo isso em todos os seguimentos artísticos. Com isso acontecendo, o que tem qualidade artística vai ficando à margem e cada vez mais difícil de ser consumido. Mas a gente tem que barbarizar e dar a cara pra bater. Democratizar as oportunidades foi uma bola dentro da internet!

O Gibra: Indica um som foda pra gente aí!?  

Gutti: Eu gosto de muitos estilos musicais, mas nada me pega mais do que uma boa canção. Gosto muito do inédito!

Adorei o último disco do Arnaldo Antunes gravado em Lisboa. Gosto muito de música portuguesa e as referências que temos por aqui são bem diferentes do que a galera ouve e faz por lá. Dentre os portugueses prediletos eu cito a banda Clã, Os Azeitonas e Miguel Araújo. Por coincidência todos do Norte! Tenho também muitos discos de Steely Dan, Pino Daniele, Clã, -M-( Matthieu Chedid), dos brasileiros da nova geração eu adoro o Jair Oliveira e o Max de Castro e lógico todos os compositores clássicos da nossa MPB. Mas o que eu mais escuto mesmo é o disco novo do Lúdica Música! “#Lúdica26 – Coletânea de Originais” que muito em breve estará em todas as lojas virtuais e plataformas digitais! Além do nosso novo dvd “Originais Ao Vivo”que sai ano que vem!

 

 

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