POSTADO PELO GIBRA NO DIA 01/12/2017 ás 10:12

Carú Rezende

À frente da cena, atrás de um balcão, com um texto ou um martelo nas mãos, Carú Rezende está sempre rodeada de arte. Uma das habitantes do espaço de cultura OAndarDeBaixo, ela é atriz, jornalista e produtora cultural. Há 4 anos apostou no trabalho de grupo e deu início à companhia teatral Corpo Coletivo, com a qual está em cena nos espetáculos Coisas Invisíveis, Plástico Bolha e (In)Cômodos, além de assinar a produção de Casa dos Espelhos.

Carufoto: arquivo Carú

Recentemente, começou uma aventura pelo audiovisual: em 2017, atuou no curta-metragem Móbile Haikai e integrou o elenco da série infantil para TV Árvore dos Araújos, com estreia prevista para 2018. Tem n’OAndarDeBaixo a materialização externa de um espaço interno, onde acredita, dialoga e sonha junto com outros artistas. Lá, ela faz assessoria de imprensa para eventos culturais, produz ações e espetáculos artísticos, ministra oficinas de teatro, apresenta suas peças e se experimenta, se questiona, se permite e se realiza todos os dias!

Já já teremos aqui uma entrevista com a atriz…

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POSTADO PELO GIBRA NO DIA 16/11/2017 ás 10:11

Gutti Mendes

Gutti Mendes é músico, cantor, compositor, produtor musical e recreador infantil. Começou cedo sua carreira profissional em Juiz de Fora aos 15 anos na banda “The Quarrymen” em 1991.
Atuou como guitarrista da banda “Boa Pergunta” e trabalhou como recreador musical entre 98 a 2002.

fotosdvd (5)foto: Diego Sá

Desde 2003 veste a camisa do Lúdica Música! e com o grupo participou de muitos projetos, produções, espetáculos especiais, programas de tv, oficinas, viagens nacionais e internacionais, 3 discos e 2 dvds. Com o grupo acaba de lançar a coletânea dupla de “originais” “#Lúdica26” e finaliza o mais recente trabalho audiovisual “Originais – Ao Vivo” com lançamento previsto 2018.
Com 26 anos de carreira Gutti Mendes também compõe parte do repertório da banda infantil “Abracadabra” e recentemente foi convidado para fazer a trilha sonora do curta “Águas de Leonora” da fotógrafa e cineasta Gal Oliveira junto das parceiras lúdicas Rosana Britto e Isabella Ladeira.

Saca um clipe do Lúdica com o Gutti aí… já já teremos um bate papo com ele aqui.

O Gibra: Como tem sido pra você a aventura de viver de música?

Gutti: Um eterno aprendizado. Embora a gente esbarre as vezes nas mesmas cenas, o caminho das estórias sempre segue em outras direções. Acho que o mais legal de viver da música é sempre conhecer pessoas e lugares o tempo inteiro. Tocar com músicos e dividir a música com eles, apreendendo o tempero de cada um.  A gente sobrevive do nosso trabalho mesmo sem o glamour que envolve a vida do artista, como qualquer outro indivíduo e no Brasil isso é difícil de ser compreendido e aceito pelas pessoas que não vivem do nosso ofício. Não é normal no nosso país os pais incentivarem seus filhos a ingressarem numa carreira artística como em outros países. Isso é uma grande dificuldade que eu vejo no dia a dia, mas as experiências que a música me traz, as pessoas que eu conheci, as obras que ajudei a construir, isso é impagável!

O Gibra: Música autoral ou cover?

Gutti: Costumo dizer que uma boa banda cover é extremamente importante na formação de um bom músico de palco.  Minha primeira banda (The Quarrymen) foi cover dos Beatles. A gente tirava tudo igual ouvindo no disco de vinil e isso era um grande exercício de paciência e percepção musical. Não tínhamos sites para consultas! Pode acreditar que não é fácil abrir voz e executar uma linha de baixo do Paul McCartney! O que eu mais aprendi fazendo cover foi ganhar casca como músico. No começo da carreira é mais fácil tocar nos lugares fazendo cover. O Lúdica Música! não faz cover e faz muitas releituras diferentes de músicas conhecidas. Temos vários tributos e é super divertido. Mas com certeza pra mim o maior barato é conseguir fazer uma boa música e ver a galera cantando nos shows! Esse sim é o verdadeiro resultado da originalidade construída ao longo da carreira.

O Gibra: Qual a sua opinião em relação a música em Juiz de Fora? O que você acha que está no caminho certo e o que você acha que falta?

Gutti: Acho que nossa terra não deve nada pra nenhuma. Somos realmente muito acima da média desde sempre. Não preciso enumerar a quantidade de grandes compositores que temos aqui. Temos uma lei de incentivo que é vital pra produção cultural da cidade e isso já é uma grande coisa. O grande problema que não é só daqui é que a cultura é  vista pelos nossos governantes como um bem “supérfluo”. As verbas são mínimas e produzir bons eventos demanda muita disposição e desprendimento dos produtores e artistas. Isso é um grande dificultador que o público não quer e nem tem que saber.  Também sinto falta de uma rádio em JF disposta a fazer uma grande programação diária com nossos artistas. As músicas têm que ser tocadas pra ficarem conhecidas e furarem. Dependemos muito da amizade com os programadores pra isso acontecer… De que adianta gravar um disco de inéditas e ele ficar parado? Produzimos uma coletânea com 6 artistas da cidade através da Lei Murilo Mendes que toca muito pouco….Tem muitos outros bons discos na cidade que não têm espaço pra circular.

O Gibra: Viajando para tocar mundo afora, qual sua percepção em relação às diferenças do mercado da música no Brasil e fora daqui?

Gutti: Acho que em qualquer lugar os problemas são os mesmos. Uns em maiores proporções que outros. Estamos vivendo uma era superficial muito profunda. As pessoas parecem estar com preguiça de aprofundar mais nas coisas. Tá tudo muito “pronto” para o consumo, sem identidade. Parece que o cérebro do adolescente de hoje virou um aplicativo de smartfone. Mas também desde que inventaram o “Jabá” as manifestações artísticas foram empobrecendo. Enquanto tiver só dinheiro envolvido estamos a mercê de um produto pobre vendido dentro de uma embalagem “baranga”. Digo isso em todos os seguimentos artísticos. Com isso acontecendo, o que tem qualidade artística vai ficando à margem e cada vez mais difícil de ser consumido. Mas a gente tem que barbarizar e dar a cara pra bater. Democratizar as oportunidades foi uma bola dentro da internet!

O Gibra: Indica um som foda pra gente aí!?  

Gutti: Eu gosto de muitos estilos musicais, mas nada me pega mais do que uma boa canção. Gosto muito do inédito!

Adorei o último disco do Arnaldo Antunes gravado em Lisboa. Gosto muito de música portuguesa e as referências que temos por aqui são bem diferentes do que a galera ouve e faz por lá. Dentre os portugueses prediletos eu cito a banda Clã, Os Azeitonas e Miguel Araújo. Por coincidência todos do Norte! Tenho também muitos discos de Steely Dan, Pino Daniele, Clã, -M-( Matthieu Chedid), dos brasileiros da nova geração eu adoro o Jair Oliveira e o Max de Castro e lógico todos os compositores clássicos da nossa MPB. Mas o que eu mais escuto mesmo é o disco novo do Lúdica Música! “#Lúdica26 – Coletânea de Originais” que muito em breve estará em todas as lojas virtuais e plataformas digitais! Além do nosso novo dvd “Originais Ao Vivo”que sai ano que vem!

 

 

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